Nasce da sombra o dançarino,
de um ovo de seda e mistério.
E seu perfil é transparente
e sua carne é a de um inseto.
Eu o amo como às borboletas,
à asa das libélulas - e erro
no seu mundo sem solo, reino
que se vai tornando sidéreo.
Suas tênues mãos tocam,
e olha entre verdes águas, cego.
Cada posição de seu corpo
é um símbolo instantâneo e hermétrico.
Toma nos lábios o silêncio
e é um peixe bebendo o mar, quieto.
Gira, e súbito se divide,
como espelho que cai de um prego.
amei gostei muito
ResponderExcluirÉs um espírito eterno envergando temporária forma física, à maneira de um servidor vestido uniforme de trabalho... Francisco Cândido Xavier
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